mar-ket-ing

Market-ing é mercado em mudança constante (definição de Philip Kotler, pai do marketing)
Mar-ket-ing é mar comunicado, mar percebido, mar valorizado (definição de economiaazul.pt)

De acordo com a Associação Americana de Marketing (American Marketing Association), “Marketing é a atividade, conjunto de práticas e processos que visam criar, comunicar, entregar e trocar ofertas que possuem valor para os consumidores, clientes, parceiros e sociedade em geral.
Na definição apresentada, atente-se ao pormenor “sociedade em geral”. Efetiva e erradamente, muitas pessoas associam a designação marketing, apenas a empresas e organizações que procuram obter lucro através do desenvolvimento das suas atividades. Esta visão redutora e extremamente limitada, é responsável pelo fracasso de muitas ideias, atividades e instituições. E é também responsável pelo fraco desempenho estrutural, económico e social de muitos países.

Philip Kotler, o pai do marketing, esclarece muito bem que  “Todas as organizações são criadas para servir os interesses de grupos específicos: os hospitais para servir os doentes, as escolas para servir os estudantes, os governos para servir os cidadãos, os sindicatos para servir os membros. (…) O marketing é aquela função da organização que consegue manter um contacto constante com os seus consumidores, interpretar-lhes as necessidades, desenvolver ‘produtos’ que vão ao encontro dessas necessidades e construir um plano de comunicação para exprimir os objectivos da organização.

E acrescenta que, num mundo em mudança, o foco tem de estar no mercado tendo em conta a sua verdadeira dimensão, sugerindo a designação market-ing. Efectivamente, marketing é mercado, fluxo, riqueza, relação, distribuição, movimento, igualdade, mudança. Marketing é muito mais que vendas, publicidade, preço, embalagem, promoção. Marketing é ideia, acção e resultados. O marketing tem, além da reconhecida função comercial, o propósito de servir pessoas e comunidades. O marketing dita o curso de uma organização ou entidade, o seu sucesso ou fracasso, sendo fundamental para a renovação, diferenciação e desenvolvimento.

Onde existe valor e inovação, tem de existir marketing;
Onde existir marketing, tem de existir comunicação.

Sou percebido, logo existo.

Efetivamente, valor não percebido não gera riqueza; inovação sem adoção não é inovação. Quantos bons projetos não deixam o campo das ideias por falta de financiamento da comunicação? Quantos excelentes produtos/serviços/dinâmicas não atingem os resultados esperados, devido a estratégias de comunicação deficientes ou pela inexistência das mesmas?

Existirá vida sem marketing?

Na forma como conhecemos hoje o mundo, fortemente globalizado e ligado, a resposta é claramente negativa. Se o marketing é fundamental para suportar o desenvolvimento da sociedade e o crescimento das economias, a comunicação é o combustível que alimenta o seu processo. A estratégia de comunicação operacionaliza a estratégia de marketing, desempenhando um papel principal na adoção da inovação e da sua transformação em valor, estando alinhada e contribuindo para o seu sucesso.

E o mar-ket-ing?

Esta expressão, pensada na economiaazul.pt, pretende sublinhar a importância do marketing e da comunicação, no verdadeiro desenvolvimento de uma sólida e consistente economia do mar / economia azul em Portugal.

Aparentemente, considerando a localização geográfica privilegiada do nosso país, a vincada cultura marítima e uma história secular marcante, fatores comprovadamente alinhados e soprando ventos favoráveis, o nosso mar não precisaria ser comunicado.
As nossas praias e o extenso litoral estão à vista de (quase) todos os portugueses. A mesa posta não perdoa a ausência de bom peixe. A memória dos feitos míticos está bem marcada na cultura do nosso povo e não faltam evidências da grandeza dos feitos passados. Não falta, também, a expressão nostálgica de uma comunidade atenta, que desespera entristecida, a atual e aparente ausência de ideias e de ações, espelhada, entre outros, numa insipiente frota de marinha mercante, onde se incluem a pesca e o transporte marítimo.

Sabemos, porém, que muito está a ser feito, depois de décadas de desconstrução de uma vocação e de uma visão marítima, talvez desnecessária e não justificada, mas ainda assim hoje compreendida. Temos um Ministério do Mar e uma Política Nacional para o Mar, que se evidencia nas páginas da Estratégia Nacional para o Mar e no Plano de Ação Mar-Portugal. Queremos que a riqueza proveniente da economia do mar cresça, compensando a relativa escassez de recursos minerais terrestres, alicerçada na promessa de vultuosas e profundas riquezas, ocultas na vasta plataforma continental com que o oceano atlântico nos presenteia.

Sabemos também, que os dois principais propulsores do desenvolvimento preconizado são os recursos humanos – as pessoas todas, as mais especializadas e as menos (in)formadas, o povo português e todos os outros povos – e os recursos financeiros, as carteiras nacionais e as gordas contas globais. Porém, estes recursos são, cada vez mais, móveis e atraídos por chamamentos provenientes de todos os cantos do mundo, e até de mais além. A nossa competição centra-se assim nas pessoas e no capital – são estes os ingredientes fundamentais para escrever uma história (marinha e marítima) de sucesso.

Como qualquer empresa ou organização sabe, os recursos humanos conquistam-se pela oferta de boas condições, pela promessa de bom futuro, e pelo desafio das ideias e motivação para a acção. O capital está hoje, mais do que nunca, solteiro e em busca de pretendente.

Podemos começar com as pessoas de agora, mas estas não vão bastar para construir o épico mar que idealizamos, merecemos e devemos edificar. É assim fundamental educar, sensibilizar, inspirar e motivar as novas gerações, cativando os seus aniversários para um mar de oportunidades. O capital procura romance, mas não aventuras. As relações devem ser dinâmicas, sexy, urgentes, mas sólidas e estáveis, suportadas por legislação adequada e administração ágil e proactiva.

Existe uma solução comum para os desafios apresentados – comunicação. Efectivamente, e em particular nos dias de hoje, em que abundam as oportunidades e os ruídos, o que não se comunica (bem), não existe. Ou, por outras palavras, produto que não está na prateleira, não vende. Uma boa estratégia de comunicação do mar deverá ter em conta, não apenas o público em geral e alvos externos, mas também as pessoas e o interior das próprias organizações, particularmente as que servem ou que têm potencial para servir o desenvolvimento da economia do mar.

Em resumo: O Mar precisa de mar-ket-ing.

Vamos desenvolver o tema na Formação Economia Azul: a nova Economia do Mar.
Já no sábado e ainda temos 2 lugares disponíveis!

 

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