Podemos copiar políticas?

A resposta é afirmativa e o processo é conhecido por benchmarking. Mas porque devemos copiar uma política?

O Mar assume tal importância no futuro dos portugueses, e do mundo inteiro, que qualquer tarefa com ele relacionado pode afigurar-se missão impossível ou, pelo menos, exigir um esforço hercúleo. Não é desprovida de sentido esta constatação. Mas não deve toldar-nos a vista ou aprisionar as ações. Todas as grandes questões se resolvem quando tratadas como um processo: com início, meio, pausa para avaliar e celebrar, e de novo início. E todos os bons processos começam com grandes questões:

 – Temos Política do Mar? O que é uma política e como se desenvolve? Estamos a bem fazer o Mar? O que estão os outros a fazer com excelência? Estamos a comunicar?

Era uma vez..

Pergunta o Mar ao Turismo:
– Diz-me Turismo, a tua é melhor que a minha?

Responde-lhe cordialmente o Turismo, que não importa o que se diz, mas o que se faz; que não interessa a ferramenta, antes o uso que lhe damos. E conclui partilhando com o Mar:

– Importa ter uma política e importa politicamente saber o que fazer com ela. Mas, acima de tudo, importa que seja simples, comunicada, reconhecida e entendida. E que a filha da política – a sua estratégia – seja estupidamente efetiva, adaptativa à mudança e ágil na implementação. Last but not least, que o neto da política – o plano de ação – seja como um jogo para crianças, adequado à idade, passível de ser construído e repensado com alegria, como quem materializa um puzzle ou um lego.

O Mar escuta e arrepia-se, inundado por um banho de água fria. Pela sua cabeça passam traços da política imaginada, da estratégia escrita, do plano articulado. Alguns resultados mostram-se à janela das oportunidades. Novas ideias arrombam portas e assustam preconceitos. Incomodado, perturbado, como quem recebe um diagnóstico médico adverso, o Mar procura uma segunda opinião.

– Diz-me povo, o que queres deste teu Mar?

O povo, duplamente surpreendido, pela questão e por ser questionado, responde com entrega:

– Queremos que nos contes histórias do Mar, que nos inspires, que incentives, mas que não empurres nem nos ignores. Temos saudades de ti Mar, dos bons velhos tempos, mas já chega de enfadonho fado salgado – queremos sonhar, discutir e fazer futuro. Queremos que fales connosco, que comuniques, que ouças, que faças para fazermos e que celebremos.

E conclui:
– Se não és percebido Mar, não existes.

Após um diálogo inesperado e eventualmente controverso, surge muitas vezes uma estranha sensação de fome e de desconforto. Ou até mesmo de revolta. Tudo bons sinais. Para encontrarmos soluções temos de nos familiarizar com a adversidade. E existirá melhor forma de o fazer, que copiando criativamente o que outros bem fazem?

A resposta está no benchmarking. A melhor definição é sempre simples e fácil de memorizar. E resume-se exatamente a copiar criativamente. Mas se a definição é aparentemente simples, nem a cópia nem o processo criativo são tarefas modestas.

Pergunta o Mar ao Turismo:
– Diz-me Turismo, a tua é melhor que a minha?

Responde o Turismo:
– Mostra-me o que está feito e terás a resposta.

O trabalho está feito e tem nome:
– Benchmarking: Política do Mar e Política do Turismo

As conclusões são surpreendentes!
Venha conhecê-las na Formação ECONOMIA AZUL: a nova Economia do Mar

 

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