Combustíveis alternativos para o transporte marítimo

Gas

“A Idade da Pedra não acabou por falta de pedra. A Idade do Petróleo irá acabar muito antes que o mundo fique sem petróleo”. (Ahmed Yamani)

O transporte marítimo é responsável por mais de 80 % do comércio mundial em volume e cerca de 3% das emissões globais de gases do efeito estufa, contribuindo também para a poluição do ar em áreas costeiras e portos.
Com o objectivo de reduzir o impacto dos transportes marítimos sobre o meio ambiente, devem ser adoptadas medidas em relação à eficiência dos combustíveis, tanto a nível técnico como operacional, incluindo a introdução de combustíveis alternativos. Estas mudanças terão impacto directo e imediato, na redução de emissões de óxidos de enxofre SOx, óxidos de azoto NOx, material particulado PM e gases de efeito de estufa.

A DNV GL publicou um documento de posição, fornecendo uma visão global dos possíveis combustíveis alternativos para propulsão de navios, do qual extraímos e apresentamos algumas importantes conclusões. Não dispensa a leitura integral do documento.

Combustíveis alternativos
Existe uma longa lista de combustíveis ou facilitadores de energia, que podem ser usados no transporte marítimo. Actualmente, os mais comumente considerados são o gás natural liquefeito (LNG), a electricidade (para carregamento de baterias e alimentação em porto), o biodiesel e o metanol (álcool metílico). Outros combustíveis a considerar no futuro, incluem o gás liquefeito de petróleo (LPG), o etanol (álcool etílico), o éter dimetílico (DME), o biogás, os combustíveis sintéticos (processo Fischer-Tropsch), o hidrogénio (particularmente para uso em células de combustível) e o combustível nuclear. Todos estes combustíveis são praticamente livres de enxofre e podem ser utilizados para cumprir a regulamentação de conteúdo de enxofre.

Os combustíveis fósseis como o LNG, têm contribuição limitada para a redução de gases de efeito de estufa, enquanto os biocombustíveis têm o potencial de conduzir a reduções representativas. Embora se preveja que o LNG seja um sucesso, a longo prazo a imagem torna-se mais diversificada, já que mais de 20 por cento do transporte marítimo poderá optar por soluções de propulsão híbridas, com baterias ou outras tecnologias de armazenamento de energia. A nível técnico, a introdução de combustíveis alternativos introduzirá uma complexidade adicional nas áreas de infraestruturas de abastecimento e exigirá regras de segurança para a utilização de combustíveis e para a operação de novos sistemas.

Futuro
A introdução de qualquer fonte de energia alternativa, acontecerá inicialmente a um ritmo muito lento, desenvolvendo-se à medida que as tecnologias evoluem e as infraestruturas necessárias se tornam disponíveis. Adicionalmente, a introdução de qualquer novo combustível, irá provavelmente ocorrer em primeiro lugar, em regiões onde o abastecimento de combustível seja seguro a longo prazo.
Devido à incerteza relacionada com o desenvolvimento das infraestruturas adequadas, os combustíveis alternativos serão primeiramente utilizados em navios de menores dimensões e de navegação costeira. Com o amadurecer das tecnologias e o desenvolvimento das infraestruturas, os novos combustíveis passarão a ser utilizados em navios maiores e em navegação oceânica.

Conclusão
O sector do transporte marítimo enfrenta importantes mudanças estratégicas.
Os principais factores que conduzirão ao consumo de combustíveis alternativos, podem ser classificados em duas grandes categorias: por um lado, as exigências regulamentares e as preocupações ambientais; por outro, a disponibilidade de combustíveis fósseis, o custo e a segurança energética.
Não há dúvida de que a adopção de novas tecnologias será um desafio para os armadores. Recomendamos vivamente a leitura do documento completo, disponível em Alternative fuels for shipping


Sobre a DNV GL
A DNV GL nasceu da fusão entre as empresas DNV e GL, realizada em Setembro de 2013, formando actualmente a maior sociedade de classificação de navios e plataformas offshore, o principal assessor técnico da indústria mundial de petróleo e gás e um dos principais especialistas para a cadeia de valor de energia, incluindo as energias renováveis ​​e a eficiência energética. É também uma das três principais entidades certificadoras a nível mundial. A DNV GL opera em mais de 100 países, empregando 16 mil profissionais. Vídeo de apresentação DNV GL

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