ENIDH prepara o Futuro

ENIDH_RosaA ENIDH escolhe em breve o Homem do Leme para os próximos 4 anos da sua governação.
Dois candidatos perfilaram candidaturas. Duas visões, duas vontades, duas coragens.
Dois Homens maiores empunharam as suas espadas, hastearam as suas bandeiras e esgrimiram os seus argumentos, perante um público ávido de futuro.
Aconteceu ontem, em sessão de audição pública.

Quem esteve presente sabe o quão importante foi.
Quem esteve presente ouviu e aprendeu. Aplaudiu ou desagradou-se, mas contribuiu, participou, respeitou. Que orgulho, ver assim a sala cheia, uma comunidade sedenta de visão e de liderança. E falou-se de futuro!

Williams Jennings Bryan afirmou um dia “O destino não é uma questão de acaso. É uma questão de escolha: não é algo a ser esperado, é algo a ser alcançado.”

Na sessão pública, dois Homens, cada um no seu timbre, disseram o mesmo. E justificaram. A divergência esteve presente e foi bem-vinda.
E algo de muito importante aconteceu. Discutiu-se o futuro de mulheres e homens, alunos, professores, funcionários, Instituição.

Não só. Discutiu-se o futuro de Portugal, da Marinha Mercante, dos seus Stakeolders, internos e externos, locais e globais. Um passo pequeno para uma grande caminhada, uma imensa oportunidade de conquistar reputação, competitividade, de repensar o processo formativo, o que está e não está bem no dia-a-dia de tantos alunos, alunos que um dia serão embaixadores, cada um afirmando Portugal, pisando conveses estrangeiros de muitos navios. Disse processo? A minha costela de engenharia obriga-me à disciplina do controlo, da realimentação do sistema, de escutar o feed-back.
Disse-me um amigo um dia,
“o que não se mede não se conhece;
e o que não se conhece não se gere;
e o que não se gere não se melhora”.
Pois.

E se pensarmos no processo, atravessa-se descaradamente no caminho a “matéria-prima”. Talento não falta à espera de ser mais e melhor aproveitado e menos subvalorizado. Talento a ser liderado, equipas a nascerem em colaboração, partilhando e marcando golos na mesma baliza – equipa a vencer.
E a produção? Se produzimos, temos de fazer valer, de promover, inovar, explorar oportunidades com assertividade e energia, criar rumos que abram portas e oportunidades.

De maneiras originais e pessoais, espelhando diferentes carreiras, experiências e visão, cada candidato manifestou entendimento pelos anseios de tantos, apontando linhas de acção para a construção de um edifício, não necessariamente maior, mas obrigatoriamente melhor.

Para quem a oportunidade de estar presente se não afigurou, ficam os respectivos programas de candidatura. Vale muito a pena conhecer e participar!
Prof. Luís Filipe Baptista
Prof. Jorge Manuel Gomes Antunes
Informação adicional encontra-se disponível em www.enautica.pt

E em jeito de reflexão, fica o texto de dois grandes senhores, C. K. Prahalad e Gary Hamel, gurus de liderança e construção de instituições bem sucedidas:

“O futuro pertence não aos que possuem uma bola de cristal, mas sim aos que estão dispostos a questionar as tendenciosidades e os preconceitos do establishement. O futuro pertence mais aos heterodoxos do que aos prognosticadores, mais ao movimento do que ao irrealismo. A meta não é prever, mas sim imaginar um futuro possibilitado pelas mudanças na tecnologia, no estilo de vida, no estilo de trabalho, nas regulamentações, na geopolítica global e em outras áreas. E existem tantos outros futuros viáveis quanto existem empresas e instituições inovadoras capazes de entender profundamente a dinâmica em acção actualmente, e que oferecem oportunidades de se criar o novo. Porque o futuro não é o que irá acontecer; é o que está a acontecer.”

Arrepio.. Dá vontade de construir, de fazer acontecer, de orgulhar, de celebrar, não dá?