Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020

ENM2013_2020

Sessão de divulgação pelo Director Geral da Política de Mar

Estratégia/ Plano de Acções/ Financiamentos/ Fundos Comunitários
6.ª feira, dia 11 de Outubro, 14h30 no Auditório do IPTM
Campus da ENIDH Escola Superior Náutica Infante D. Henrique, em Paço de Arcos

“A atividade da marinha mercante nacional tem vindo a perder dimensão enquanto atividade produtiva, não tendo conseguido acompanhar a concorrência criada pela liberalização do setor. Este decréscimo foi acompanhado por um declínio do setor da construção naval, materializado no encerramento de vários estaleiros e na redução da capacidade de muitos outros. O reordenamento dos estaleiros nacionais, com concentração de competências e especialização em segmentos inovadores de mercado, poderá reverter a situação atual da construção naval em Portugal.
Na reparação e manutenção naval, a situação é mais favorável, já que Portugal continua a ser um país com relevo internacional neste setor, sobretudo através de estaleiros detentores de quotas relevantes, possuindo um dos principais estaleiros de reparação naval da Europa e o terceiro do mundo nalguns segmentos de mercado.

O setor dos portos comerciais tem tido um desenvolvimento económico significativo, acompanhado de uma diversificação da oferta de infra-estruturas e serviços portuários, associado a um aumento da disponibilidade de competências e capacidades para atender tráfegos com requisitos significativos, como sejam a importação/exportação e transhipment de carga contentorizada ou os produtos petrolíferos, gás natural e carvão.

O alargamento do Canal do Panamá, operacional em 2014, permitirá a passagem de navios de ainda maior porte e capacidade de carga. Portugal detém um posicionamento estratégico na fachada atlântica da Península Ibérica e no cruzamento das principais rotas de tráfego marítimo norte-sul e este-oeste, cujo cabal aproveitamento deverá ser feito com base em portos capazes de receber os maiores navios do tráfego intercontinental, nomeadamente porta-contentores. 

O porto de Sines é um dos poucos portos de águas profundas à escala europeia, sendo atualmente um dos raros portos na fachada atlântica da costa ibérica capaz de responder àqueles requisitos, podendo constituir-se como uma porta de entrada e saída de mercadorias na Europa de grande relevo. 
Será igualmente de assinalar que o Plano Estratégico dos Transportes, publicado em Novembro de 2011, prevê o estudo de viabilidade de um novo terminal de contentores na Trafaria, também com capacidade para receção de navios do tráfego intercontinental, o qual, a concretizar-se, acrescentará um novo terminal no território nacional capaz de responder àqueles requisitos.

Por sua vez, a aposta, no contexto da Estratégia Europa 2020, no desenvolvimento da infra-estrutura da rede de transportes da Europa, com base na inovação e abordando os desafios ambientais, climáticos e energéticos, através de sistemas de transportes não poluentes e de baixo nível de emissão de carbono, incentiva a transferência do tráfego de mercadorias intra-europeu com distâncias superiores a 300 km para os modos ferroviário, marítimo e fluvial, promovendo o transporte marítimo de curta distância e a dinamização das auto-estradas do mar, potenciando o desenvolvimento do setor marítimo portuário.


O contexto atual é, portanto, favorável a um crescimento continuado neste setor.”

Fonte: Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020
http://www.dgpm.gov.pt/Pages/ENM.aspx
http://www.dgpm.gov.pt/Documents/ENM.pdf